Quanto custa, exatamente, a hora de parada não programada por defeito na sua linha de produção?
A resposta vai além do custo de reparo técnico, pois envolve também os atrasos na entrega, multas contratuais, ociosidade de mão de obra e perda da margem de lucro.
Muitas empresas ainda tratam seus equipamentos e recursos como passivos que precisam de reparo, quando deveriam enxergá-los como geradores de valor que exigem estratégia.
Ao longo de mais de 25 anos de atuação, a NRB Consulting entende que a verdadeira eficiência não nasce da sorte ou de manutenções heroicas de última hora. Ela surge da conexão entre inteligência de dados e processos bem definidos.
Este artigo é um roteiro para líderes que buscam entender a importância da gestão de ativos na rotina das suas operações.
O que significa gestão de ativos?
A gestão de ativos é a prática de administrar os bens de uma empresa para extrair o máximo de valor deles ao longo de todo o seu ciclo de vida. Segundo a norma internacional ISO 55000, um ativo é qualquer item que possui valor real ou potencial para o negócio. Isso significa que a gestão não se limita a consertar máquinas; ela é uma disciplina que garante que cada recurso trabalhe a favor dos objetivos financeiros da companhia.
Gerir um ativo vai além de manter o funcionamento. Envolve equilibrar custos, riscos e desempenho para que ele entregue o resultado esperado pelo tempo mais longo possível.
A norma dita o que deve ser feito para garantir a governança e a conformidade, mas é a combinação entre softwares líderes de mercado e uma consultoria especializada que define o como essa engrenagem funciona efetivamente.
Quais são os tipos de ativos?
O patrimônio corporativo possui diferentes frentes. Os ativos físicos são os mais visíveis, mas os ativos intangíveis e de informação são os sistemas que viabilizam a produção. Ignorar uma dessas partes cria pontos cegos que prejudicam o retorno financeiro.
Podemos dividir os ativos em quatro grupos:
- Ativos Físicos: São os bens palpáveis, como maquinário de chão de fábrica, frotas, equipamentos de hardware e infraestrutura de galpões. Eles representam a maior parte do capital imobilizado.
- Ativos Intangíveis e Digitais: Incluem licenças de software, patentes e a própria marca. Hoje, sistemas de gestão (ERP, EAM, WMS) são ativos críticos que perdem valor se não forem bem utilizados e atualizados.
- Ativos de Informação e Dados: O histórico gerado pela operação e os dados coletados por sensores formam uma base de inteligência competitiva.
- Ativos Financeiros e Humanos: O capital disponível para investimento e o conhecimento das equipes que mantêm os sistemas rodando.
Veja como essa divisão se aplica na prática de diferentes mercados:
| Segmento de Mercado | Principal Ativo | Maior Desafio de Gestão |
| Manufatura | Linhas de produção e Robótica | Garantir a disponibilidade e evitar paradas não planejadas. |
| Logística / Supply Chain | Frotas e Sistemas de Sorter | Equilibrar o custo de manutenção com o momento certo de trocar o ativo. |
| Energia e Utilities | Redes, Transformadores e Energia | Gestão de riscos críticos e adequação às normas de segurança. |
| TI e Digital | Sistemas (EAM/WMS) e Licenças | Conectar dados isolados e garantir a segurança da informação. |
Qual é o benefício mais importante da gestão de ativos?
Embora a redução de custos seja a primeira resposta que surge à mente, o benefício determinante de uma gestão madura é a maximização do ROA (Retorno sobre o Ativo). No ambiente corporativo, ativos são ferramentas de geração de receita. Um equipamento parado não é apenas um custo de manutenção; é uma interrupção no fluxo de caixa.
Ao elevar a gestão de ativos ao nível estratégico, a empresa deixa de agir de forma reativa. Os ganhos deixam de ser pontuais e passam a ser estruturais:
- Disponibilidade Garantida: O ativo está pronto para operar quando a demanda surge.
- Mitigação de Riscos: Menos acidentes de trabalho e menos falhas ambientais que podem gerar multas pesadas.
- Aumento da Margem de Lucro: Equipamentos que operam em sua performance ideal consomem menos insumos e energia.
- Previsibilidade Financeira: O CFO sabe exatamente quanto precisará investir em CAPEX nos próximos anos, sem sustos com quebras catastróficas.
Um ativo que não quebra produz mais. E o que produz mais, gera lucro contínuo.
O que é um sistema de gestão de ativos (EAM)?
Para controlar um bom volume de ativos, usar apenas planilhas abre espaço para erros de informação.
É nesse cenário que entra o EAM (Enterprise Asset Management), um software focado em gerenciar todo o ciclo de vida do ativo em um único lugar. O valor do EAM não está apenas em armazenar os dados do equipamento ou recurso, mas em usá-los para gerar previsibilidade.
Mesmo para empresas com um volume menor de ativos, adotar um EAM como o HxGN EAM (Hexagon) é o que permite parar de reagir a quebras e passar a evitá-las.
Essa solução, líder no Quadrante Mágico do Gartner, monitora a saúde do ativo em tempo real usando sensores e inteligência de dados.
O cenário ideal acontece quando o sistema avisa que uma peça vai falhar e, automaticamente, já confirma se o item de reposição está no estoque, organizando a manutenção sem surpresas.
Como fazer a gestão de ativos?
Implementar uma gestão eficiente exige um planejamento rigoroso antes da aquisição de qualquer software.
Muitos projetos de tecnologia falham porque as organizações tentam digitalizar processos que já são ineficientes por natureza ou ignoram a resistência da equipe operacional em adotar novas ferramentas.
Para garantir que o investimento gere resultados reais, a aplicação de uma metodologia validada pela experiência de mercado, como a conduzida pela NRB Consulting, deve seguir etapas bem definidas.
- Avaliação de processos: o passo inicial é o mapeamento detalhado de como os equipamentos são gerenciados atualmente. Esse diagnóstico identifica onde a informação se perde e como ocorrem os processos diários de controle. Compreender a realidade operacional evita o erro de aplicar tecnologia sobre um processo com falhas.
- Desenho da solução: com o cenário mapeado, ocorre o planejamento da arquitetura de sistemas. É nesta fase que se define como o EAM, o ERP e o WMS vão interagir. O objetivo é desenhar um fluxo de dados sem travas, garantindo que o setor de manutenção se comunique em tempo real com o estoque e a área financeira.
- Implementação técnica: esta etapa engloba a instalação e a configuração das plataformas (como a solução da Hexagon). O foco técnico deve estar sempre alinhado à usabilidade, assegurando que o software seja de fácil navegação, mobilidade e funcional, para a equipe que lida com os ativos diariamente.
- Treinamento e gestão da mudança: a tecnologia só entrega valor quando adotada pelas pessoas. A capacitação foca em instruir a equipe para o uso da nova ferramenta, superando resistências e consolidando uma rotina onde o uso de relatórios de dados substitua o hábito de agir apenas diante de quebras inesperadas.
Quais são as tendências para o futuro da gestão de ativos?
O cenário industrial passa por uma transformação acelerada e os gestores que desejam manter a competitividade de suas operações precisam acompanhar de perto a evolução tecnológica.
As inovações atuais não apenas otimizam a manutenção, mas redefinem a forma como as indústrias operam.
As quatro principais frentes que estão ditando o futuro do setor são:
- Digital Twins (Gêmeos Digitais): o uso de cópias virtuais idênticas aos equipamentos físicos permite simular cenários de operação em um ambiente digital seguro. Antes que um problema ocorra na realidade, o sistema testa o comportamento da máquina sob diferentes condições de temperatura ou carga, aprimorando o plano de manutenção sem colocar a operação em risco.
- Inteligência Artificial prescritiva: a tecnologia avançou da fase preditiva, que apenas avisa quando um ativo vai falhar, para a fase prescritiva. Hoje, os algoritmos sugerem ativamente qual é a melhor intervenção a ser feita, indicando a ação com o menor impacto financeiro possível e otimizando a escala dos técnicos.
- Foco em ESG e sustentabilidade: a gestão tornou-se uma ferramenta direta para o cumprimento de metas ambientais. Softwares modernos calculam o consumo de energia e a emissão de carbono das instalações. Equipamentos bem regulados duram mais, gastam menos recursos e diminuem a necessidade de descarte industrial.
- Mobilidade e Realidade Aumentada (AR): o técnico de campo ganhou muito mais autonomia. Com tablets industriais ou óculos inteligentes, os profissionais acessam manuais técnicos completos e esquemas 3D diretamente no local do reparo. A tecnologia também permite o suporte por vídeo em tempo real com especialistas à distância, acelerando o conserto de máquinas complexas.
Maximize o valor do seu patrimônio com inteligência
Ter uma licença de um software EAM é relativamente simples. O verdadeiro desafio — e onde reside o lucro — é transformar essa ferramenta em uma engrenagem de geração de ROA.
Isso exige a união entre a robustez tecnológica como o HxGN EAM (Hexagon) e a visão consultiva de quem conhece as dores do chão de fábrica e das operações logísticas brasileiras.
Perguntas frequentes sobre a gestão de ativos
Como começar a fazer a gestão de ativos na minha empresa?
O primeiro passo é realizar um inventário detalhado e um diagnóstico de maturidade. A automação através de um sistema EAM é o que permitirá escala e precisão, mas ela deve ser precedida pela definição de processos claros de manutenção e operação.
Qual a diferença entre manutenção corretiva e preditiva?
A manutenção corretiva ocorre após a falha (quebra-conserta), sendo a mais cara e arriscada. A manutenção preditiva utiliza tecnologia e dados para monitorar a condição do ativo em tempo real, permitindo intervenções baseadas em indicadores de desgaste, evitando a parada antes que ela aconteça e otimizando a vida útil do equipamento.