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Home » Gestão de pneus na frota: como reduzir custos e aumentar a disponibilidade

Gestão de pneus na frota: como reduzir custos e aumentar a disponibilidade

  • outubro 5, 2026
Imagem em preto e branco com um caminhão e fileira de pneus, com faixa de destaque em vermelho e referência visual a gestão de pneus no ambiente de frota.

Quanto custa um pneu retirado de uso antes de cumprir todo o seu potencial? A resposta vai além do valor da reposição.

O desgaste irregular, pressão inadequada, perda da possibilidade de recapagem e falhas em rota fazem com que o impacto gerado afete também o combustível, a manutenção e a disponibilidade da frota.

Esse valor é relevante a ponto de a própria metodologia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) considerar pneus e recauchutagem como um dos componentes dos custos variáveis do transporte rodoviário de cargas, ao lado de combustível, ARLA, manutenção e lubrificantes.

O desafio da gestão de pneus é justamente transformar essas ocorrências dispersas em informações capazes de orientar a manutenção.

Ao longo deste artigo, você entenderá onde as principais perdas acontecem, quais controles ajudam a evitá-las e como dados e tecnologia tornam essas decisões mais consistentes.

O que é gestão de pneus?

A gestão de pneus é a atividade de controlar e monitorar cada um desses itens desde a sua entrada até a necessidade de reforma, substituição ou descarte legal.

Logo, envolve atividades como calibragem, controle de sulcos, rodízio, alinhamento, recapagem e acompanhamento da quilometragem.

Porém, executar essas tarefas isoladamente não significa necessariamente que a empresa possui uma gestão estruturada.

O diferencial está em registrar o histórico de cada unidade e relacioná-lo ao veículo, posição, quilometragem, intervenções realizadas e motivo da retirada.

Assim, a empresa consegue entender não apenas quando trocar um pneu, mas porque sua vida útil terminou e quanto aquele ciclo realmente custou.

Quais são os principais desafios das frotas na gestão de pneus?

Um dos fatores de maior importância para o controle de frotas é que boa parte das perdas ocorre gradualmente.

Com a falta de histórico e indicadores adequados, elas podem ser incorporadas ao custo operacional sem estarem completamente identificadas.

Calibragem fora do padrão

A pressão inadequada aumenta o desgaste e pode elevar a resistência ao rolamento.

O SmartWay, programa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos voltado à eficiência do transporte de cargas, aponta que pneus de caminhões com pressão 10 psi abaixo da recomendada podem reduzir a eficiência de combustível entre 0,5% e 1%.

Por isso, calibragem não deve ser apenas uma ação corretiva e precisa ter um padrão, frequência de verificação e histórico por veículo ou pneu.

Desgaste irregular

O desalinhamento, problemas de suspensão e ausência de rodízio elevam a concentração de desgaste em determinadas áreas da banda de rodagem.

O resultado é um pneu retirado antes de utilizar todo o seu potencial, mesmo quando parte da banda continua a ter condições de uso.

Perda da carcaça e da recapagem

Retirar o pneu no momento errado também pode significar perder uma carcaça que ainda teria valor operacional.

Segundo o Inmetro, um pneu de carga pode ser reformado, em média, duas ou três vezes. Antes disso, cada carcaça precisa ser avaliada e considerada adequada ao processo.

Preservar a carcaça amplia o aproveitamento daquele ativo. Por isso, o controle de sulcos, histórico de uso e momento da retirada influenciam diretamente no custo por quilômetro.

Paradas não programadas

Uma falha em rota pode envolver socorro e segurança dos envolvidos, veículo indisponível, manutenção corretiva e impactos no planejamento da operação. A gestão precisa ter capacidade de identificar e reduzir essas ocorrências.


“Pneu não é despesa recorrente. É ativo com vida útil gerenciável.”

Marciel Berto, CEO da NRB Consulting, possui 27 anos de experiência em Gestão de Manutenção e Ativos.


Como estruturar uma gestão de pneus eficiente?

Uma gestão eficiente não começa necessariamente pela compra de tecnologia. Ela começa por critérios claros, rotina operacional e registros consistentes.

Na abordagem adotada pela NRB, quatro frentes formam a base desse controle.

1. Inspeção e calibragem

Defina periodicidade para verificar pressão e profundidade dos sulcos, registrando os dados por pneu e por posição no veículo.

O objetivo não é apenas identificar uma anomalia. O histórico permite perceber reincidências, padrões de desgaste e unidades que demandam atenção antes da falha.

2. Alinhamento, balanceamento e rodízio

Essas intervenções precisam seguir critérios definidos, como quilometragem, troca de pneus ou ocorrência de impactos relevantes.

O acompanhamento ajuda a distribuir o desgaste e a preservar a carcaça, evitando que o pneu seja retirado com parte do seu potencial ainda disponível.

3. Recapagem no momento adequado

A decisão de retirar um pneu deve considerar o limite de sulco e as condições da carcaça.

Antecipar ou atrasar excessivamente esse momento pode reduzir o aproveitamento do ativo. Registrar cada ciclo de reforma permite comparar desempenho e reduzir o custo de manutenção ao longo do tempo

4. Rastreabilidade de todo o ciclo

Cada pneu precisa ser individualmente identificado e associado a informações como veículo, posição, quilometragem, medições, intervenções e destino.

É essa rastreabilidade que transforma atividades de manutenção em conhecimento gerencial.

Infográfico sobre gestão de pneus em frotas com quatro etapas: calibração incorreta, desgaste irregular, falha estrutural do pneu e parada em rota, destacando impacto em consumo e indisponibilidade.

Quais indicadores ajudam a controlar os pneus da frota?

Ter indicadores traz uma visibilidade melhor para avaliar o andamento da gestão em relação a dados isolados.

  • CPK (Custo por Quilômetro): relaciona os gastos com pneus à distância percorrida e permite acompanhar a eficiência econômica;
  • Vida útil média: mostra quantos quilômetros cada pneu percorre antes de sua retirada;
  • Aderência à calibragem: indica o percentual de pneus operando dentro da pressão definida;
  • Índice de recapagem: acompanha quantos ciclos de reforma são obtidos por carcaça;
  • Falhas em rota: mede ocorrências associadas aos pneus em determinada quilometragem;
  • Disponibilidade da frota: acompanha quantas horas de operação são perdidas por problemas relacionados aos pneus.

A NRB, por exemplo, entende esses indicadores dentro de uma lógica de meta, frequência de acompanhamento e responsável definido, conectando manutenção, operação e gestão.


“Sem rastreabilidade não há indicador confiável, e sem indicador não há decisão de compra defensável.”

Marciel Berto, CEO da NRB Consulting


Quando um software de gestão de pneus passa a fazer diferença?

O Octave Attune EAM foi desenvolvido para administrar ativos ao longo de todo o ciclo de vida. Para frotas, a própria marca destaca recursos como histórico de manutenção, gestão de ordens de serviço, inventário e mobilidade para registros e inspeções em campo.

Na aplicação de gestão de pneus utilizada pela NRB, essa lógica permite reunir informações como:

  • qual pneu está instalado em cada veículo e posição;
  • histórico de movimentações e eventos;
  • medições de pressão e desgaste da banda;
  • quilometragem e registros de inspeção;
  • ordens de serviço associadas;
  • condição e destino do pneu ao longo do ciclo.

Octave attune na gestão de frotas: interface de painel com visualização de veículos e medições, detalhes de pneus e informações do equipamento.

O que muda na rotina do gestor?

Sem esse tipo de integração, o gestor pode precisar consultar uma planilha para descobrir a última inspeção, outra fonte para verificar uma manutenção e registros separados para analisar a carcaça.

Com os dados centralizados, ele passa a conseguir responder perguntas operacionais com mais rapidez:

  • Este pneu está desgastando antes dos demais?
  • Em quais posições isso ocorre?
  • Quantas vezes essa carcaça já foi reformada?
  • Qual é o histórico de pressão e sulco?
  • Quais pneus concentram falhas?
  • O CPK está melhorando ou piorando?
  • A troca é necessária ou existe outra intervenção indicada?

Com isso, a tecnologia deixa de ser apenas um cadastro de pneus e passa a sustentar decisões efetivas de manutenção.

A Octave também oferece acesso móvel para atualização dos dados dos ativos e realização de inspeções em campo. Logo, reduz a distância entre quem coleta a informação no pátio e quem precisa analisá-la para tomar uma decisão.

A NRB implementa o Octave Attune EAM dentro de uma estratégia mais ampla de gestão de ativos, estruturando processos e informações para que a tecnologia reflita a rotina verdadeira da operação.

Gestão de pneus começa pelo controle e evolui com os dados

Uma troca prematura pode parecer um evento isolado. Quando isso ocorre repetidamente, entretanto, passa a representar um problema de gestão.

Controlar o ciclo completo ajuda a identificar por que os pneus estão sendo substituídos, quanto estão custando e onde existem oportunidades de melhoria.

É essa visão que transforma a gestão de pneus em parte da estratégia de manutenção e gestão de ativos da frota.

Quer avaliar como a gestão de ativos melhora o controle sobre sua frota?

Converse com os especialistas da NRB

Perguntas frequentes sobre gestão de pneus

O que é gestão de pneus?

É o controle do ciclo de vida dos pneus, incluindo utilização, calibragem, desgaste, movimentações, reformas, custos, substituição e descarte.

Qual software posso usar para gerir pneus?

A escolha depende do tamanho e da complexidade da operação. Frotas maiores podem exigir soluções que integrem histórico, manutenção, indicadores e gestão de ativos.

O que é RFID em pneus?

RFID é uma tecnologia de identificação por radiofrequência. Ela pode facilitar a identificação individual do pneu e automatizar parte da coleta e rastreabilidade das informações.

Como calcular o CPK dos pneus?

O CPK relaciona o custo total associado aos pneus à quilometragem percorrida. Ele ajuda a comparar desempenho e acompanhar a evolução dos custos.

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